
O palco
Houve um tempo em que crescer era um processo discretamente imperfeito. E nem é porque as pessoas fossem melhores, mas porque os erros tinham prazo de validade. Uma atitude ruim durava algumas semanas, uma fala constrangedora ficava restrita a meia dúzia de testemunhas e aquela tentativa desajeitada de impressionar alguém se dissolvia no fluxo dos dias. A vida seguia, e com ela vinha algo fundamental: a possibilidade de recomeçar sem carregar a pecha permanente do que deu errado.








