Bárbara: Bom dia, boa tarde, boa noite! Neste episódio do seu Podcast Café Com Leite, vamos precisar de ajuda.
Babica: Ué? De quem?
Bárbara: Do Quarteto Fantástico, Babica!
Babica: EEeeeeeeeee!
Bárbara: Meu nome é Bárbara Stock e este é o Café Com Leite, um podcast para crianças inteligentes e para pais que se importam.
Babica: E eu sou a Babica, o avatar da Bárbara que vive dentro do celular dela! Também estarei aqui com você! Bárbara, tem mais super heróis hoje?
Bárbara: Tem sim! Mas antes tem um ouvinte, né?
Babica: Sempre! Hoje é a vez do Lucas!
Bárbara: Nossa, quando Lucas ouvindo o Café com leite!
Babica: Ahahahahaha
COMENTÁRIO DO LUCAS
Bárbara comenta: Oi Lucas! De dourados, que legal! Espero que você esteja estudando, perguntando, colocando em prática sua curiosidade, pra sair da caverna!
Babica: Isso mesmo, Lucas! Muito bom te ouvir, viu? Olha, e você que está nos ouvindo se gostou do nosso Café com Leite, mande uma mensagem de voz para nós no whatsapp 11915670602. Se sua mensagem for escolhida, vamos publicá-la no próximo episódio e você ganhará uma camiseta muito legal, que você mesmo escolherá!
Babica: Isso! O Lucas ganhou uma camiseta do Café Com Leite! Vou repetir o whatsap: 11 915670602
SOBE A MÚSICA
Babica: Bárbara, eu estou aprendendo muito sobre ética com você, viu?
Bárbara: Ah, que bom!
Babica: Mas eu acho que preciso reforçar alguns pontos. Será que você se importa de retomar umas explicações?
Bábrara: Claro que não me importo, Babica. Na verdade, quanto mais eu explico para você, mais eu aprendo!
Babica: Ah, eu já ouvi falar disso, que a melhor forma de aprender é ensinando outra pessoa!
Bábrara: Ou avatar, né?
Babica: Ahahahahhaah
Bárbara: Então vamos lá. A ética são princípios que nos permitem determinar o que é certo e errado. Lembra o que são princípios, Babica?
Babica: Lembro! O princípio é um valor que orienta a pessoa a adotar determinado comportamento de acordo com aquilo que lhe diz a voz da sua consciência.
Bárbara: Nossa! Que explicação mais adulta! Você é capaz de dar um exemplo?
Babica: Me recuso a comprar produtos de uma empresa que prejudica o meio ambiente. Isso vai contra meus princípios!
Bárbara: Sensacional! Quer dizer que entre seus princípios existe um que diz: não prejudicar o meio ambiente. Por isso você não aceita comprar de quem prejudica o meio ambiente. É isso mesmo, Babica. Os princípios nos indicam como devemos nos comportar em nosso relacionamento com outras pessoas.
Babica: E com animais!
Bárbara: Claro, até mesmo com animais!
Babica: Até agora não em conformo com o professor Hans importunando os ratinhos…
Bárbara: Ahahahhah, mas você ficou cismada, hein?
Babica: Não posso ver ninguém maltratando bichinhos!
Bábara: Ah, nem eu! E esse é um princípio ético! Uma situação envolve questões éticas quando nossas escolhas podem ajudar ou prejudicar outro ser. Mas também temos obrigações éticas para com nós mesmos.
Babica: Me dê um exemplo, Bárbara!
Bárbara: quando um playboy rico e metido chamado Oliver Queen foi abandonado em uma ilha deserta que ele acreditava ser desabitada, sua única preocupação era sua própria sobrevivência. Quando ele voltou à civilização, usou as habilidades de arco e flecha que havia desenvolvido para se tornar o super-herói Arqueiro Verde, lutando uma guerra contra o crime em nome dos oprimidos. Foi uma obrigação ética consigo mesmo que o transformou por sua experiência na ilha. Ele então abandonou sua busca egoísta pelo prazer e se dedicou-se a ajudar os outros.
Babica: O Arqueiro Verde!
Música do arqueiro verde https://www.youtube.com/watch?v=qj8zhFVBKaY
Bárbara: Isso mesmo! O Arqueiro Verde luta em nome do povo de Star City, enfrentando grandes empresas e políticos corruptos, além de criminosos comuns e vilões superpoderosos.
Babica: E ele também aparece na Liga da Justiça, não é?
Bárbara: É! Aparece de vez em quando. Veja: nossas relações com outras pessoas fazem com que tenhamos obrigações éticas com elas. Obrigações que variam conforme o tipo de relacionamento que temos com elas: se são nossos pais, irmãos, tios, avós…
Babica: (tristinhas) A família! Puxa, avatares não têm família, Bárbara!
Bárbara: Ah, Babica, mas a gente só está começando! Pode deixar que com o tempo vamos arrumar uma família para você! Aliás, você está fazendo um grande sucesso com os nossos ouvintes, viu?
Babica (excitada): Vi, eu vi! Eles mandam mensagens pra cá! É como se eu tivesse um milhão de amigos!
Bárbara: Isso mesmo! E irmãos, primos…
Babica: Um graaaaaande família!
Bárbara: A família Café com Leite!
Babica: ahahahahahhaha
Bárbara: Mas voltando às obrigações, o que os pais devem aos filhos? Algumas obrigações são óbvias, como alimentar, dar abrigo, segurança, educação e apoio emocional. Mas essas obrigações dependem das circunstâncias.
Babica: Ah, quero um exemplo! De super-herói!
Bárbara: Claro! Veja o caso do cientista Jor-El e sua esposa Lara, que viviam no planeta Krypton. O planeta estava para explodir. Eles então construíram uma nave espacial para salvar seu filho, o bebê Kal-El. A obrigação moral deles era salvar a vida do filho!
Babica: Eu conheço essa história! A nave com o bebê veio cair aqui na terra!
Bárbara: …. e foi encontrada por Jonathan Kent e Martha Kent, que adotaram aquele bebê, dando-lhe o nome de…
Tema do super homem https://www.youtube.com/watch?v=78N2SP6JFaI
Babica: Clark Kent! O Super Homem!
Bárbara: Isso mesmo! Por causa das circunstâncias, Jonathan e Martha tinham um conjunto diferente de obrigações, comparado aos pais do bebê lá em Krypton. Eles criaram o jovem alienígena como seu próprio filho e deram a ele os valores morais que lhe permitiram se tornar o Super-Homem.
Babica: tam taram, tararararammmm (cantarola tema do Super Homem)
Bárbara: As obrigações dos pais mudam conforme as crianças envelhecem. Quando se tornou adulto, Clark Kent não precisava mais da ajuda de seus pais para se vestir ou usar o banheiro!
Babica: Ah, isso mesmo! As crianças também têm obrigações com seus pais, não é?
Bárbara: Sim! Conforme crescem, as crianças vão assumindo obrigações em suas casas, que vão desde o respeito aos pais até ajudar nas coisas da casa.
Babica: Ah, no mínimo arrumando a bagunça que fazem, né?
Barbara: Ahahahahaa crianças não gostam de arrumar bagunça, Babica! Mas precisam, porque um dia vão crescer e não terão mais mamãe e papai para ajudar. E talvez até tenham de cuidar de suas mães e pais quando eles ficarem velhinhos.
Babica: Mas a gente só tem essas obrigações para com os outros, Bárbara?
Bárbara: Ah, além das obrigações familiares, temos obrigações pessoais, Babica. Que também são influenciadas pela família, pelo lugar onde moramos, pelas coisas que vivemos. E essas obrigações mudam com o tempo.
Babica: Como assim?
Bárbara: É. E até no mundo dos super-heróis é assim. Quando o Quarteto Fantástico foi introduzido pela primeira vez no início da década de 1960, Sue Storm foi chamada de A Garota Invisível. Seu principal poder era desaparecer e ela era totalmente obediente ao seu namorado e mais tarde marido, o Senhor Fantástico. Com o tempo, ela mudou seu nome para a Mulher Invisível, que é mais importante, né? E foi reconhecida como o membro mais poderoso do grupo.
Babica: É mesmo! Além de se tornar invisível, a Mulher Invisível pode criar campos de força. Eu adoro ela!
Bárbara: Sim. Mas mesmo poderosa assim, e com as responsabilidades de super heroína, ela foi a grande responsável por criar os filhos do casal, Franklin e Valéria.
Babica: É sempre assim, né? As mulheres que trabalham fora de casa continuam responsáveis por cuidar dos filhos! Mais que os homens!
Bárbara: Na maior parte dos casos, continuam, Babica. Mas existem cada vez mais homens que dividem essas obrigações. Mais tarde, na série, surgiu outro sinal de mudança das normas sociais. A Valéria, ainda pré-adolescente, foi reconhecida como sendo um gênio científico igual a seu pai!
Babica: Eeeeeeeeee! Somos nós, mulheres, mostrando nossa força!
Bárbara: Isso. É a sociedade reconhecendo que homens e mulheres têm papeis diferentes, mas importância igual. Um precisa do outro, se quiser vencer os desafios da vida. É assim também com nossas amizades.
Babica: Ah, eu vejo isso muito no Quarteto Fantástico. O sr. Fantástico pode esticar o corpo como borracha, a Susan pode ficar invisível e criar campos de força, O Johnny é o Tocha Humana, que gera e projeta chamas e voa. E o Ben é a Coisa, que parece um mostro super forte. Não poderiam ser mais diferentes, no entanto são amigos que se entendem muito bem.
Bárbara: Mais que amigos, Babica, ali é praticamente uma família. De vez em quando tem umas brigas, mas qual família não tem?
Babica: A minha, ué?
Bábrara: Ahahahahhaa… é que você ainda não tem família, Babica. Deixa a gente começar a criar seus familiares pra você ver se não vão aparecer umas brigas…
Babica: Vixe….
Bárbara: Bem, mas vamos continuar? A gente falou das obrigações familiares, das obrigações pessoais, mas tem mais…
Babica: Mais obrigações?
Bárbara: Sim. Tem as obrigações legais, que vêm das leis da cidade, do estado e do país em que vivemos. A obrigação dos pais de cuidar de seus filhos e mantê-los seguros também é uma obrigação legal; as autoridades podem remover os filhos de quem não cuidar bem deles.
Babica: Nossa!
Bárbara: Sim. Numa das histórias do Quarteto Fantástico, as crianças Franklin e Valeria Richards foram tiradas de seus pais! O Serviço de Proteção à Criança achou que a sede do Quarteto Fantástico, que era frequentemente atacada pelos inimigos da equipe, era um ambiente inseguro.
Babica: Também, né? Deve ser tenso ser filho de super-herói!
Bárbara: Ahahahahahaha já pensou ter um pai que voa? Uma mãe que fica invisível?
Babica: Eu, hein? Uma mãe invisível deve ser um terror! Ela ia ficar vendo nossas artes!
Bárbara: Ahahahahahahha… mães visíveis já pegam no pé da gente, imagine invisíveis!
Babica: Né?
Barbara: Ahahahahahah… elas pegam no pé porque nos amam, viu? Mas deixa eu voltar ao tema: Em geral, os super-heróis têm uma relação complicada com a lei. Alguns grupos, como os Vingadores e a Liga da Justiça, são oficialmente reconhecidos pelo governo e têm autoridade para proteger o mundo de ameaças globais. Mas a maioria dos heróis, são vigilantes: eles trabalham fora da lei e às vezes são perseguidos pela própria polícia ou por outros heróis.
Babica: Ah, eu sempre vejo o Batman tendo problemas com os policiais.
Bárbara: Em Gotham City, Batman ocupa uma espécie de zona cinzenta da lei: ele não está oficialmente autorizado a combater o crime, mas sempre colabora com o comissário de polícia, Jim Gordon. Tem também Frank Castle, o Justiceiro, que trava uma guerra de um homem só contra o crime desde que criminosos mataram sua família.
Babica: Ah, a história do Frank Castle é tão triste…
Bárbara. Se é, Babica. Como a do Batman. Os dois perderam pessoas que amavam, mortas por criminosos. E por causa dessas histórias tristes, eles estão convencidos de que a lei muitas vezes falha em proteger inocentes. E por isso, acreditam que têm o direito de agir fora da lei em busca da justiça.
Babica: Puxa. Mas se as pessoas normais agirem fora-da-lei, podem ser presas!
Bárbara: Podem mesmo. A maioria das regras legais – a proibição de matar pessoas, por exemplo – vem do entendimento de nossa sociedade de que matar injustificadamente é moralmente errado. Mas como eles são super heróis e as histórias não são reais, eles se permitem agir fora da lei, quebrando e ética. A ética e a lei estão muito ligadas, Babica.
Babica: Mas você tinha dito que a ética e a lei são coisas diferentes.
Bárbara: E são. As leis nos impedem de prejudicar os outros, mas raramente exigem que ajudemos ativamente outras pessoas. Além disso, os princípios éticos podem nos obrigar a violar leis que consideramos injustas.
Babica: Leis injustas? Como assim?
Bárbara: Sim, algumas vezes temos de interpretar a lei para evitar injustiças.
Babica: Por exemplo?
Bárbara: Ah, imagine uma mãe que tem dois filhos em casa, e que ela e o marido perderam o emprego e não têm dinheiro para comprar comida. E as crianças ficam sem ter o que comer. Essa mãe, desesperada, rouba um pacote de bolachas no supermercado. A lei diz que ela deve ser presa, não diz?
Babica: Ué, ela roubou, não é?
Bárbara: Ela roubou, mas aí nossos princípios éticos entram em ação: ela não roubou porque é má ou preguiçosa. Roubou porque estava desesperada pois seus filhos estão passando fome. É justo que ela seja presa?
Babica: Puxa vida, eu acho que não…
Bárbara: Pois é… em vez de chama-la de ladra, eu acho que você vai é ficar com pena dela, vai querer ajuda-la a alimentar os filhos. Não vai querer que a lei seja levada ao pé da letra, não é?
Babica: É mesmo. Mas e se todo mundo começar a fazer como ela?
Bárbara: Hummmm… Existe o perigo de que as leis sejam quebradas por razões egoístas em vez de razões moralmente justas, Babica. Se existem leis que consideramos injustas, devemos trabalhar para que elas sejam mudadas e não simplesmente quebra-las. Essa é a complicação da vida em sociedade. Temos leis exatamente para que não aconteçam injustiças, mas às vezes temos de interpretar as leis para não cometer injustiças.
Babica: Ai, que coisa complicada.
Bárbara: Bem, a gente vai falar mais sobre isso em outro programa. Pode ser?
Babica: Claro!
Bárbara: Babica, o que nós aprendemos hoje?
Babica: Ah, aprendemos que a ética são princípios que nos permitem determinar o que é certo e errado. Aprendemos que temos obrigações com nossa família, conosco mesmo e com as leis da sociedade. E aprendemos que precisamos avaliar as coisas que acontecem antes de aplicar a lei.
Bárbara: Isso mesmo. E aprendemos que temos obrigações para com nossos amigos!
Babica: Ah, claro! A regra de ouro, não é?
Bárbara: Ela mesma! Como é?
Babica: Não devemos fazer com os outros aquilo que não desejamos que seja feito conosco.
Bárbara: Muito bem! Não esqueça então: se você está gostando deste nosso podcast, se quer que a gente cresça, contribua conosco! Tem várias formas! Quem sabe você nos ajuda a encontrar um patrocinador. Ou então faz uma contribuição pelo nosso PIX, que é o 11915670602
Babica: É isso mesmo! E mande recados de voz para nós, comentando o programa! Se seu recado for escolhido, vamos publicá-lo no podcast e você ainda vai ganhar uma camiseta de presente, Que tal? Vou repetir o número do whatsapp: 11915670602.
_______________________________________________________
Bárbara: Eu sou a Bárbara Stock…
Babica: E eu sou a Babica! O avatar de Bárbara que mora no super celular dela.
Bárbara: somos suas companheiras neste Café Com Leite, que é feito com muito carinho pela turma de super heróis do Podcast Café Brasil. A edição é do Senhor A e a direção é do Luciano Pires.
Quem você trouxe para encerrar este episódio, Babica?
Babica: Ah, hoje vou trazer uma frase do Doutor Destino:
Todas as conquistas do mundo não significam nada sem alguém com quem compartilhá-las.