Babica: Bárbara,eu tenho uma dúvida que me assombra todo dia.
Bárbara: Ihhh, agora fiquei curiosa! O que será, Babica?
Babica: É sobre professores. Quem foi o primeiro professor da história?
Bárbara: Ah, mas essa dúvida é muito importante! E eu acho que dá pra gente pesquisar em conjunto. Vamos nessa?
Babica: Vamooooosssssss!!!!!
Bárbara: Ótimo! Mas antes, quem é o ouvinte de hoje?
Babica: Hoje é o Pedro, de Brasília!
Comentário do ouvinte: Oi Bárbara, oi Babica. Eu sou o Pedro, tenho 5 anos, moro em Brasília. Eu ouço o café com leite toda quarta-feira, com a minha mãe e irmã de 10 anos. E eu gostei do episódio da Biomaça, da Babica, que ela falou sobre a Biomaça. E a Bárquita era como a Biomaça, aí botou um gajo chamado Pum. Um beijo, tchau!
xxx, eu quero muito ganhar a camiseta, por favorzinho
Babica: Ahahahahaha… Tô me divertindo aqui com o pum da bactéria! Um beijo, Pedro!
Bárbara: Ahahahahah Você viu que legal? E o Pedro ganhou o quê?
Babica:Uma camiseta! Tem de entrar em contato para acertar como vai receber
Bárbara: Isso mesmo! Entre em contato conosco para acertarmos o envio. Um beijão, Pedro, pra você e pra sua mamãe
Babica: Olha, se você gostou do nosso Café Com Leite, mande uma mensagem de voz para o nosso WhatsApp: 11915670602. Se sua mensagem for escolhida, ela será publicada em um próximo episódio, e você também ganhará uma camiseta muito especial!
Bárbara: Então, Babica, o que é um professor pra você?
Babica: Ah, pra mim, professor é quem explica as coisas na escola, passa lição, faz chamada, manda a gente fazer silêncio… e dá aquela bronca básica quando a turma faz bagunça. Acertei?
Bárbara: Acertou… mas só a pontinha do iceberg!
Babica: Bárbara.
Bárbara: O que é, Babica.
Babica: Por que adultos sempre falam essa coisa de “ponta do iceberg”?
Bárbara: Hahaha! Boa pergunta, Babica! Essa frase é uma metáfora. Um jeito de dizer que aquilo que a gente vê é só uma parte muito pequena de algo muito maior que está escondido.
Babica: Não entendi…
Bárbara: O iceberg é um grande pedaço de gelo que flutua no mar. Só que a maior parte dele fica debaixo d’água, escondida. O que fica fora d´água e que a gente vê é só a ponta.
Babica: Ah, então, quando alguém diz “é só a pontinha do iceberg”, quer dizer que tem muita coisa por trás que a gente ainda não está vendo?
Bárbara: Isso mesmo, Babica. Às vezes, o que aparece é só uma parte de algo muito mais profundo. Por isso é importante não julgar tão rápido. E a definição de professor que você trouxe, mostra só uma pequena parte do que é um professor.
Babica: Que interessante, Bárbara. E o que mais um professor é?
Bárbara: Vamos dar um mergulho na história?
Babica: Vamooooossss!
Bárbara: Os primeiros professores que se tem notícia existiam há mais de cinco mil anos, lá no Antigo Egito. Eram os sacerdotes que ensinavam os meninos a ler, escrever, entender matemática. Nessa época, aprender era privilégio de poucos.
Babica: Só meninos?
Bárbara: Só meninos. Só muitos séculos depois é que as meninas começaram a ter acesso à escola.
Babica: Mas por quê?
Bárbara: Ah, a gente já mencionou isso em episódios anteriores, mas vamos fazer um pra falar só sobre como as mulheres conquistaram seu espaço na sociedade. Você consegue esperar?
Babica: Consigo!
Bárbara: Então… Na Mesopotâmia..
Babica: Meso o quê?
Bárbara: Mesopotâmia.
Babica: Mesopotâmia? O que é isso? Um lugar? Um bicho? Uma comida?
Bárbara: Hahaha! Boa tentativa. A Mesopotâmia foi uma das primeiras civilizações da história da humanidade. Ela ficava onde hoje é o Iraque, pertinho da Síria e do Irã. O nome Mesopotâmia vem do grego e quer dizer “terra entre rios”. Porque ela ficava entre dois rios muito importantes: o Tigre e o Eufrates.
Babica: Entendi… e lá tinha professores?
Bárbara: Na Mesopotâmia, enquanto uns estudavam pra ser escriba, outros aprendiam astrologia, medicina, essas coisas chiques. Mas sabe o mais curioso? Ninguém chamava esses caras de “professor”. Eles eram tipo mestres, ou instrutores, mas não se viam como profissionais da educação do jeito que conhecemos hoje.
Babica: Sabe o que me lembrou? O Po do Kung Fu panda aprendendo com o mestre Shifu… Sempre tem alguém mais experiente ensinando!
Bárbara: Boa comparação, Babica! Todo herói tem um mentor. E olha, se a gente viajar pra China de 2.500 anos atrás, encontra um dos nomes mais famosos quando o assunto é ensinar: Confúcio.
Babica: Barbaridade…
Bárbara: O quê?
Babica: Você continua com esses nomes esquisitos… Confusão?
Bárbara: Que confusão, menina! É Con-fu-cio! Um famoso filósofo chinês.
Babica: Confucio…
Bárbara: Confucio não nasceu em família rica, perdeu o pai cedo, foi criado só pela mãe e não frequentou escola. Sabe o que ele fez? Estudou por conta própria: música, história, matemática. E depois, virou mestre de muita gente.
Babica: Então o Confúcio foi o primeiro professor? Tipo o “Professor Xavier” dos X-Men da China?
Bárbara: Quase isso! Ele acreditava que todo mundo deveria aprender, não só os ricos. Ele não tinha uma escola de verdade, mas tinha um grupo enorme de alunos, igual o Professor Xavier com os mutantes! O mais legal é que os ensinamentos dele foram passados de geração para geração, atravessaram séculos e continuam influenciando o mundo todo.
Babica: Poxa, então pra ser professor precisa saber tudo de tudo?
Bárbara: Nem tanto. Sabe, antigamente, quem virava professor muitas vezes só sabia um pouco mais que os outros. Aprendia observando, copiando, repetindo. Mas com o tempo, a coisa ficou séria: virou profissão de verdade.
Babica: Ah, eu imagino que hoje, pra ser professor, a pessoa estuda muito, faz faculdade, aprende como ensinar, faz estágio, precisa de diploma e de licença, não é?
Bárbara: Isso mesmo. E tem até prova pra poder dar aula, igual nos concursos de super-herói… quer dizer, de professor!
Babica: E aí, fica rico? Porque sempre me disseram que professor só ganha maçã, risos…
Bárbara: (risos) Ah, essa da maçã é clássica! Mas a verdade é que, infelizmente, o salário de professor quase nunca acompanha o tamanho da responsabilidade. Muitos trabalham em dois ou três lugares pra sobreviver. No Brasil, tem muito professor dando aula de manhã numa escola, à tarde em outra, à noite num cursinho…
Babica: Uau! Isso é que é ter energia de super-herói.
Bárbara: Sabe, ser professor no Brasil não é fácil. Mas ainda assim, são eles que ajudam a formar médicos, engenheiros, artistas… E até outros professores!
Babica: Claro. São professores que ensinam outros professores!
Bárbara: Exatamente! E olha que curioso: hoje no mundo existem mais de 80 milhões de professores! Se juntar todos eles, dá pra montar um exército maior que os Vingadores, a Liga da Justiça, os Jedi e todos os Minions juntos!
Babica: Hahaha! Quero ver controlar esse exército em reunião de pais!
Bárbara: Nem o Thanos se arriscaria! (risos) Mas falando sério, ser professor não é só passar conteúdo. Eles ajudam a organizar a sala, a resolver briga, a escutar desabafo, a mostrar o caminho quando alguém se perde. São mediadores, juízes, psicólogos, inventores de aula, conselheiros, até “pais e mães” de vez em quando.
Babica: Tá explicado porque professor chega cansado em casa! Mas também tem férias, né? E aquela famosa “licença prêmio”…
Bárbara: Sim! Tem as férias e alguns benefícios, mas olha: não é moleza, não. Muita gente acha que professor trabalha pouco, mas ninguém vê as horas preparando aula, corrigindo prova, indo atrás de novidade pra motivar a turma… No fundo, o professor tem que se reinventar sempre, igual um cientista maluco dos filmes, tipo o Doc Brown do De Volta Para o Futuro.
Babica: E com tanta gente diferente, deve ter cada história… Já pensou quantos futuros inventores, atletas, músicos, médicos, até presidentes passaram pela mão de um professor?
Bárbara: Todos passaram, Babica! Até o Albert Einstein foi aluno. Aliás, dizem que ele era considerado “meio devagar” pelos professores… Vai vendo! E olha só: cada país tem um jeito de organizar a profissão. Tem lugar onde o professor é supervalorizado, ganha bem, é respeitado. Em outros, é preciso lutar pra conquistar respeito e reconhecimento.
Babica: Eu vi num desenho que no Japão o professor é muito respeitado. A turma até faz reverência!
Bárbara: Verdade. No Japão e em outros países da Ásia, o respeito pelo professor faz parte da cultura. Aqui no Brasil, infelizmente, ainda temos que batalhar pra conquistar esse espaço. Mas tem muita gente boa dando o melhor de si todo dia.
Babica: Sabe, Bárbara, ouvindo tudo isso, acho que ser professor é tipo a pessoa que planta árvores: ela cuida da gente, espera crescer… e só vê o resultado muito tempo depois.
Bárbara: Lindo isso, Babica! E tem mais: cada aluno que aprende algo novo pode ensinar para outros. A corrente do conhecimento nunca para. Sem professores, a humanidade estaria parada no tempo.
Babica: E eu aqui achando que a internet sabia tudo…
Bárbara: A internet só sabe porque alguém ensinou! Até os robôs aprendem com professores de verdade. No fim das contas, professor é aquele que prepara a próxima geração pra transformar o mundo. Isso é, sim, superpoder.
Babica: Então, se você tá ouvindo a gente, lembre: todo super-herói precisa de um mestre. E, da próxima vez que cruzar com um professor, agradeça, escute, respeite. E quem sabe você não descobre um superpoder novo também?
Bárbara: Muito bem! Eu sou a Bárbara Stock, e de certa forma me acho uma professora!
Babica: E eu sou a Babica. O avatar da Bárbara que mora no celular dela. E tenho a melhor professora do mundo!
Bárbara: Ahahahahahah… Somos suas companheiras neste Café Com Leite, que é feito com muito carinho pela turma do Podcast Café Brasil. A edição é do Senhor A e o texto e direção são do Luciano Pires.
Babica: Ah, mas tá faltando uma coisinha. Você já se tornou um assinante do Café Com Leite? É só acessar o podcastcafecomleite.com.br!
Bárbara: Isso mesmo! Você nos ajuda a continuar a fazer este podcast com muito carinho! Ah, e os assinantes têm um conteúdo extra, sempre que termina o episódio. Hoje vamos falar mais um pouco sobre a diferença entre um professor e um educador.
Babica: Vivaaaaaaaaaaaaaa
Bárbara: E hoje, Babica, como vamos encerrar o episódio?
Babica: Vou trazer uma frase do escritor e educador Rubem Alves:
“O professor não é aquele que ensina, mas o que desperta no aluno a vontade de aprender.”
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Bárbara: Vamos ao conteúdo extra?
Babica: Vamooosssss. Bárbara, posso fazer uma pergunta difícil?
Bárbara: Claro, Babica! Manda ver!
Babica: Qual a diferença entre um professor e um educador? É tudo a mesma coisa, né?
Bárbara: Hummm… parece que é, mas não é. Todo educador pode ser professor, mas nem todo professor é um educador.
Babica: Ué! Como assim? Agora fiquei confusa!
Bárbara: Vou te explicar com um exemplo. Sabe aquele professor que entra na sala, passa o conteúdo, dá a prova e vai embora?
Babica: Sei! Ele ensina a matéria e pronto.
Bárbara: Exato. Esse é o papel do professor: transmitir conhecimento. Agora, o educador vai além. Ele não só ensina, ele forma.
Babica: Como assim, “forma”?
Bárbara: Ele se importa com o que você sente, com como você pensa, com quem você está se tornando.
Babica: É que nem o Sr. Miyagi do filme Karatê Kid?
Bárbara: Isso mesmo! Ou o Sr. Han na versão do Karatê Kid com o Jackie Chan. Eles não são professores de escola, mas são grandes educadores. Lembra do “pintar cerca”, “encerar o carro”? Não era só exercício físico — era lição de vida camuflada!
Babica: Eles ensinam karatê, mas também ensinam paciência, disciplina, humildade e respeito. Lembrei da Tia Lúcia me ensinando matemática, mas também me ajudando quando eu estava triste com meus colegas.
Bárbara: Isso mesmo! A Tia Lúcia é uma educadora. Porque ela olha pra você como pessoa, e não só como aluna.
Babica: Então o educador ensina com o coração?
Bárbara: Isso, Babica! Ele ajuda você a crescer por dentro e por fora. Ensina a somar, mas também a respeitar, a pensar, a escolher. Ele se preocupa com o que você vai levar pra vida, e não só pra prova.
Babica: Uau! Então o educador planta sementinhas invisíveis, né?
Bárbara: Sim! Sementes que viram árvores de valores, sabedoria e caráter.
Babica: Resumindo: o professor pode ser tipo um manual de instruções…
Bárbara: …e o educador é aquele que anda do seu lado e te mostra o caminho. Mesmo quando o mapa tá rasgado.
Babica: Tipo o Miyagi com o Daniel-san… ou a Tia Lúcia comigo!
Bárbara: Isso! A diferença está no coração que ensina, não só na cabeça que sabe.
Babica: Agora entendi! Um professor ensina a matéria… e um educador ensina a viver!
Bárbara: Perfeito, Babica. E o mundo precisa dos dois — mas tá carente mesmo é dos educadores.
Babica: Sabe o que eu tô pensando?
Bárbara: Não, o quê?
Babica: Bárbara, você é minha educadora!
As duas: Ahahahahahahahahahah